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O que é alimentação natural para cães e como funciona?

Começando

Carne, legumes, verduras, carboidratos e outros ingredientes que reconhecemos no prato. É essa a imagem que vem à cabeça quando falamos em alimentação natural para cães. Mas alimentação natural não significa simplesmente cozinhar alguns alimentos e oferecer ao pet. Para fazer parte da rotina alimentar do cão, a dieta precisa considerar as necessidades nutricionais dele.

Cão branco comendo refeição natural em tigela de inox

Definição

O que é alimentação natural para cães?

De forma simples, a alimentação natural utiliza ingredientes de origem animal e vegetal para compor as refeições do cão, como carnes, legumes, vegetais e fontes de carboidratos, além dos componentes necessários para completar nutricionalmente a formulação.

O ponto mais importante é que 'natural' e 'nutricionalmente completo' não significam a mesma coisa. Uma refeição pode ter ingredientes frescos e variados e, ainda assim, não fornecer todos os nutrientes que o cão precisa nas quantidades adequadas.

Quando um alimento é utilizado como alimentação principal, sua formulação precisa atender às necessidades nutricionais do animal. No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária classifica como alimento completo aquele capaz de atender integralmente às exigências nutricionais dos animais de companhia.

Por isso, alimentação natural não deve ser confundida simplesmente com 'comida caseira' ou com oferecer ao cachorro parte da comida preparada para a família.

Formulação

Como funciona uma alimentação natural completa?

Uma dieta completa precisa entregar ao cão, nas proporções adequadas: proteínas, gorduras, carboidratos e fibras, vitaminas, minerais e energia suficiente para suas necessidades.

As quantidades necessárias variam conforme características como fase da vida, porte, nível de atividade e condição corporal. O estado de saúde também pode alterar as necessidades nutricionais e exigir avaliação profissional específica.

Isso significa que dois cães podem comer alimentos parecidos, mas precisar de quantidades e formulações diferentes. Um filhote em crescimento, por exemplo, tem necessidades diferentes das de um cão adulto. Da mesma forma, um cão idoso, muito ativo ou com alguma condição clínica pode exigir uma abordagem diferente.

Equívoco comum

Alimentação natural é só carne, arroz e legumes?

Não. Esse é um dos equívocos mais comuns.

Carne, arroz, batata, legumes e verduras podem fazer parte de uma alimentação natural, mas uma combinação aparentemente variada não garante, sozinha, equilíbrio nutricional.

Cálcio, fósforo, determinados ácidos graxos, vitaminas e outros micronutrientes precisam estar presentes nas quantidades e proporções corretas. É por isso que uma dieta formulada para ser completa pode precisar incluir ingredientes ou complementos nutricionais que não são tão visíveis quanto a carne ou os vegetais no prato.

O objetivo não é apenas oferecer ingredientes considerados bons individualmente, mas fazer com que a refeição completa atenda às necessidades do cão.

Comparação

Qual a diferença entre alimentação natural e ração?

As duas podem ter o mesmo objetivo nutricional: fornecer uma alimentação completa para o animal. A principal diferença está na forma como os alimentos são formulados, processados e apresentados.

Na alimentação natural, os ingredientes normalmente permanecem mais reconhecíveis na refeição, como carnes, vegetais e outras fontes alimentares. Já os alimentos secos industrializados passam por outros processos de fabricação e são apresentados em uma forma concentrada e padronizada.

Portanto, a discussão não deveria ser simplesmente 'natural é melhor que ração?'. A pergunta mais importante é: 'Essa alimentação é completa, adequada e funciona para as necessidades deste cão?'

Indicação

Todo cachorro pode comer alimentação natural?

Para cães saudáveis, é possível formular alimentos completos destinados às diferentes fases da vida. Mas isso não significa que uma mesma dieta seja adequada para todos os cães.

Idade, peso, condição corporal, rotina, nível de atividade e condição de saúde precisam ser considerados.

Quando existe uma doença diagnosticada, alteração metabólica ou outra necessidade clínica específica, a escolha da alimentação não deve ser feita apenas com base em conteúdos gerais da internet. Nesses casos, é importante haver avaliação e orientação veterinária apropriada.

Porção

Quanto o cachorro deve comer?

Não existe uma quantidade única que sirva para todos. A porção diária depende de fatores como:

Por isso, duas refeições com o mesmo peso podem fornecer quantidades diferentes de energia. Também não é correto concluir que um cão de determinado peso precisa sempre comer uma porcentagem fixa do próprio peso em alimento. Essa pode ser utilizada como referência em determinados contextos, mas o acompanhamento da condição corporal e das necessidades energéticas do animal é mais importante.

  • Peso e condição corporal do cão;
  • Idade e fase da vida;
  • Atividade física e rotina diária;
  • Densidade energética da dieta;
  • Objetivo nutricional, como manutenção ou manejo de peso.

Transição

É preciso fazer transição da ração para alimentação natural?

Em geral, mudanças na alimentação são feitas de maneira gradual para permitir adaptação à nova dieta e facilitar a observação da resposta do animal.

A velocidade dessa mudança pode variar de acordo com o cão e com a situação. Se você está pensando em mudar a alimentação do seu pet, veja também nosso guia sobre como fazer a transição para alimentação natural.

Preparo

Alimentação natural é alimentação crua?

Não necessariamente. 'Alimentação natural' e 'alimentação crua' não são sinônimos.

Existem diferentes formas de preparação. Uma alimentação natural pode, por exemplo, utilizar ingredientes cozidos e ser formulada para atender às necessidades nutricionais do cão.

A forma de preparo também envolve questões de conservação, higiene e segurança dos alimentos e deve seguir critérios apropriados.

Escolha

O que realmente importa ao escolher?

Mais importante do que o rótulo 'natural' é verificar se a alimentação:

  • É completa: foi formulada para fornecer os nutrientes necessários como alimentação principal;
  • É adequada ao cão: considera fase da vida, porte, condição corporal e outras necessidades relevantes;
  • Tem formulação e produção responsáveis: existe controle sobre ingredientes, preparo, armazenamento e qualidade;
  • Permite acompanhamento: peso, condição corporal, aceitação e resposta do animal devem ser observados ao longo do tempo.

Resumo

Em resumo

Alimentação natural para cães vai muito além de colocar ingredientes frescos em uma tigela. Uma boa alimentação precisa combinar ingredientes, formulação nutricional, quantidade adequada e segurança no preparo.

Quando esses elementos trabalham juntos, a alimentação natural pode fazer parte da rotina alimentar do cão de maneira prática e nutricionalmente adequada.

Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns.

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